<![CDATA[Educação Museal... em construção - Início]]>Tue, 05 Sep 2017 09:14:37 -0300Weebly<![CDATA[Vamos mudar...]]>Mon, 17 Jul 2017 14:52:54 GMThttp://educacaomuseal.org/iniacutecio/vamos-mudarPretendendo dinamizar e expandir nossa atuação no campo da educação museal, vamos alterar o modo de publicação de posts em nosso fórum que tivemos nestes primeiros meses.
Pensando em fomentar debates mais profundos, vamos alterar a periodicidade de nossos textos para uma vez ao mês.
Assim buscaremos trazer textos igualmente provocativos, mas com uma fundamentação mais detalhada e com mais referências consultáveis.
Além disso, vamos divulgar ações, eventos, textos de outros sites e blogs e demais informações que possam interessar nossos colegas educadores, aqui, na seção de post do nosso site.
Esperamos assim contribuir com um maior número de pessoas e também instituições.
​Se você ou sua instituição tem algo a divulgar, por favor nos envie um e-mail para contato@educacaomuseal.org.

Então, vamos começar?

Em destaque, alguns textos que vimos recentemente compartilhados nas redes sociais e que valem uma olhadinha:

9 dicas para visitas divertidas em museus com crianças
Coolture tours vai tornar os museus ainda mais fixes para os miúdos
Currículum oculto y pedagogías invisibles ¿cómo es en el museo? - NODO CULTURAEl docente y el educador de museos: más que aliados, cómplices - NODO CULTURAMediação Cultural como arte/educação - Liliam Amaral
Museos + Sociales - Secreataria de Estado de Cultura/ Espanha

Os desafios dos museus - Carta Educação/Carta Capital
Os museus no Brasil não são democráticos - entrevista com Ana Mae Barbosa
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<![CDATA[Já temos uma Política Nacional, agora vamos consultar um pouco de história]]>Mon, 26 Jun 2017 16:28:59 GMThttp://educacaomuseal.org/iniacutecio/ja-temos-uma-politica-nacional-agora-vamos-consultar-um-pouco-de-historiaComo já divulgamos em posts anteriores, foi definida no 7° Fórum Nacional de Museus a Política Nacional de Educação Museal.
O documento pioneiro no âmbito da Ibero-América e, quiçá, do mundo, traz importantes diretrizes que visam a dinamização e desenvolvimento da educação museal no Brasil.
Mas será que os problemas apontados no processo participativo de construção da PNEM e as soluções por ele apresentadas são tão inovadores e originais quanto pensamos?
Um passeio pelas políticas públicas de educação museal nos leva aos 3 Seminários Internacionais organizados pela UNESCO na década de 1950.
O I Seminário Internacional da UNESCO Sobre a Função Educativa dos Museus, ocorrido no Brooklyn, NY, EUA, em 1952, teve como objetivo discutir a função educativa do Museu, assumindo o serviço educativo e a função da instituição como centro comunitário.
Levantou-se a importância de pensar na formação dos educadores, na diferenciação dos processos ocorridos em museus e escolas e na necessária parceria entre educadores e professores para que o museu cumpra sua função social de interagir com a comunidade. Pensou-se ainda que era necessário o museu ter materiais educativos adequados, incluindo aparelhos de multimídia.
O II Seminário Internacional da UNESCO Sobre a Função Educativa dos Museus ocorreu em Atenas, Grécia, em 1954. Seu foco foi na discussão da função educativa do museu e na formação dos profissionais que nele atuam e defendeu-se que os museus podem agir contribuir socialmente para educação, em especial em países em desenvolvimento.
Enfatizou-se que a forma como os objetos são expostos no museu define a sua relação com o público, por isso as exposições cumprem um importante papel no processo educativo museal. Um dos temas centrais foi a diferenciação do trabalho dos educadores na sua relação com escolas e demais públicos, levando a diferentes possibilidades educativas.
O III Seminário Internacional da UNESCO Sobre a Função Educativa dos Museus ocorreu no Rio de Janeiro, em 1958, tendo um caráter Regional. Nele as discussões centraram-se na função pedagógica do museu, no papel das exposições para a função educativa das instituições e na questão da formação e atribuições dos profissionais da área de educação.
No seminário do Rio de Janeiro se destacou a importância da existência de serviços educativos nos museus, foram definidas as competências dos profissionais, a necessidade de sua formação em diferentes níveis, foi considerada a importância das exposições sendo definidos seus usos educativos, pensando-se em diferentes atuações, tanto em parceria com escolas quanto pensando em diferentes públicos, inclusive sugerindo a preparação de guias em braile, a elaboração de atividades para pessoas com deficiências diversas, analfabetas e da zona rural, com propostas de criação de exposições itinerantes.
Outros seminários discutiram a questão da educação museal sem ter este tema como foco principal, como o ocorrido na Nigéria, em 1964, que considerou que o museu tem uma função educativa própria, diferente das escolas, e o que aconteceu na Índia, em 1966, que levantou a importância de se desenvolverem ações educativas para diferentes públicos, de diferentes faixas etárias, inclusive levando em consideração a parceria com a educação de jovens e adultos.
Analisando os debates em torno da PNEM e o seu resultado materializado em 19 diretrizes, podemos pensar que sua construção levou, não os 5 anos de duração do Programa Nacional de Educação Museal, mas sim soma já quase 6 décadas de debates e definições em torno das políticas públicas para o campo?

fonte: PRIMO, Judite. A museologia e as políticas culturais europeias: o caso português.
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<![CDATA[A Política Nacional de Educação Museal]]>Mon, 12 Jun 2017 15:00:00 GMThttp://educacaomuseal.org/iniacutecio/a-politica-nacional-de-educacao-musealNo post de hoje faremos apenas uma reprodução de notícia.
Foi aprovada a Política Nacional de Educação Museal, no 7° Fórum Nacional de Museus.
Essa é uma conquista do campo que vem sendo construída coletivamente desde 2010.
Mais notícias no blog do PNEM.
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<![CDATA[Formação do educador museal]]>Mon, 29 May 2017 17:43:36 GMThttp://educacaomuseal.org/iniacutecio/formacao-do-educador-musealTem sido consenso em debates sobre educação museal que falta espaço e oportunidade para a formação profissional dos educadores museais.
O que observamos com o passar dos anos é o surgimento e a não consolidação de cursos de especialização em nível superior, ou poucos cursos livres e oficinas que surgem em museus ou universidade, sem a devida continuidade.
A formação profissional dos educadores museais dá-se, na maior parte das vezes, na própria prática profissional.

São poucas as oportunidades que existem e têm-se mantido de forma sistemática como opções para educadores em formação ou com larga experiência no campo.
É essa também a conclusão que vemos nos debates ocorridos no Programa Nacional de Educação Museal, que vai definir esta semana a Política Nacional de Educaçaõ Museal e que tem como um dos eixos o tema da formação.
Entre as propostas apresentadas nos debates virtuais e presenciais do PNEM estão a criação de cursos em nível superior para a área.
Há sugestões de abertura de cursos de especialização, linhas de pesquisa em mestrados e doutorados e também de criação de cursos de graduação ou de disciplinas específicas em cursos afins à area da museologia e dos museus.
Estas especificações trazem polêmicas e reflexões importantes.
É preciso considerar que a educação tem conteúdo, metodologias e especificidades próprias que a diferem de outros processos educativos. Ao mesmo tempo, não se pode esquecer que o campo dos museus é bastante variado e permite um grande leque de opções de atuação, necessitando de uma boa dose de interdisciplinaridade na formação dos seus profissionais, em especial de seus educadores. 
Para você, qual é o espaço de formação do educador museal?

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<![CDATA[Uma Política para chamarmos de nossa: a Política Nacional de Educação Museal]]>Mon, 22 May 2017 22:30:00 GMThttp://educacaomuseal.org/iniacutecio/uma-politica-para-chamarmos-de-nossa-a-politica-nacional-de-educacao-musealSe realizará* em Porto Alegre-RS, entre os dias 31 de maio e 4 de junho de 2017, o 7° Fórum Nacional de Museus.
O evento trará como tema a  Recomendação da Unesco sobre a Proteção e Promoção de Museus e Coleções e terá como objetivo “objetivo refletir, avaliar e delinear diretrizes para a Política Nacional de Museus (PNM), consolidando as bases para a implantação de um modelo de gestão integrado dos museus brasileiros, por meio do Sistema Brasileiro de Museus (SBM)”.
Entre suas atividades ocorrerá, nos dias 2 e 3 de junho de 2017, no Grupo de Trabalho sobre Educação, o II Encontro Nacional de Educação Museal, onde será concluído o processo de consulta e construção participativa da Política Nacional de Educação Museal.
Os primeiros passos para a construção de uma Política Nacional de Educação Museal foram dados em 2010, no I Encontro de Educadores do IBRAM, realizado em Petrópolis, que deu origem à Carta de Petrópolis.
Em 2012 o Programa Nacional de Educação Museal foi lançado como uma plataforma virtual de debates, o Blog do PNEM, que ficou aberta para propostas entre 26 de novembro e 7 de abril de 2013.
Após sistematização das propostas oriundas deste fórum virtual, foi lançado o Documento Preliminar do PNEM, que serviu de base para a realização de 23 Encontros Regionais Presenciais, em 13 estados da federação. Nestes encontros foram feitas sugestões de alteração do Documento Preliminar e coletadas novas propostas.
No 6° Fórum Nacional de Museus, ocorrido em Belém do Pará, em novembro de 2014, foi realizado o I Encontro Nacional do PNEM, que definiu os 5 princípios da Educação Museal e deu origem à Carta de Belém.
A Política Nacional de Educação Museal, a ser definida no II ENPNEM, tem como objetivo dar subsídios para a prática educativa em museus, orientar educadores para boas práticas e incentivar a elaboração de políticas públicas para o campo em diversos níveis.
O Documento Final da Política Nacional de Educação Museal será pioneiro, na América Latina e entre países componentes do Programa Ibermuseus, em trazer um conteúdo construído coletivamente para tais objetivos.
Com ela, espera-se fortalecer o campo da Educação Museal como um campo de prática, pesquisa, formação e elaboração teórica, focado na formação integral dos indivíduos.
A Política permitirá que educadores de todo o país pensem em estratégias e ações para além da relação museu-escola, necessária, porém já tanto debatida no campo como algo que limita o potencial educativo dos museus se este se encara como uma complementação das atividades escolares.
A ideia é que o conteúdo debatido nos 10 Grupos de Trabalho do Programa (acessibilidade, comunicação, formação, gestão, museus e comunidade, perspectivas conceituais, pesquisa, profissionais, redes e parcerias, sustentabilidade) possa servir de base para a construção de Políticas Educacionais institucionais, de Planos de Educação Museal locais e regionais e seja de fato um incentivo ao incremento das políticas públicas no campo.
Se você é educador museal e vai ao Fórum, não deixe de participar o II ENPNEM!

Maiores informações e inscrições pelo link e no Blog do PNEM.

* Atenção para o não uso proposital da mesóclise. Ele deve-se ao fato de que se tornou uma marca registrada do golpista FORA TEMER e recusamo-nos a usá-la enquanto o mesmo não renunciar.
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<![CDATA[Sistematização, registro e avaliação: é possível educar em museus sem produzir memória?]]>Mon, 15 May 2017 10:30:00 GMThttp://educacaomuseal.org/iniacutecio/sistematizacao-registro-e-avaliacao-e-possivel-educar-em-museus-sem-produzir-memoriaA sistematização das ações educativas envolvem a pesquisa, o planejamento, a elaboração de um projeto (melhor ainda se forem teoricamente fundamentados, apresentarem indicadores de avaliação, recursos previstos, etc.).
O registro pode ser feito por meio da elaboração de relatórios (preferencialmente pensados de acordo com os indicadores de avaliação propostos), por fotografias ou vídeos, por coleta de depoimentos, preenchimento de formulários de avaliação ou opinião.
A avaliação é parte fundamental de qualquer atividade pedagógica, deve ser teoricamente embasada e ter efeitos na prática educativa da instituição, visando à melhoria dos serviços, do atendimento e o desenvolvimento de um legado institucional.
Melhor ainda se todo esse processo envolver também a participação do público e da comunidade em que o museu se insere. Não que seja uma obrigatoriedade consultar todo mundo em cada ação educativa que se faça. Mas o planejamento participativo e a avaliação consultiva são ferramentas de aproximação do museu com seus usuários e que permitem o trabalho com foco, sem desperdício de recursos e energias.
Além disso, a sistematização, o registro e a avaliação das ações educativas em museus facilita a produção de pesquisas no campo. E a pesquisa é fundamental para firmar um campo teórico-prático que se sustente e permita o desenvolvimento cada vez maior da qualidade do que se faz.

Já houve tentativas de políticas públicas que incentivaram as atividades de sistematização, registro e avaliação das ações educativas em museus. Na seção de referências é possível ver um documento do Programa Nacional de Museus com sugestões.
Também no blog do Programa Nacional de Educação Museal é possível ter acesso a um banco de dados de ações educativas, com projetos de todo o Brasil.
E na sua instituição, há sistematização, registro e avaliação das ações educativas? Como são feitos?

Estas ações prevêem formação específica dos educadores e algumas etapas.
Em breve lançaremos um tutorial, ou curso online com dicas.
Sobre isso, qual a melhor forma de interação entre nós e vocês? Como gostariam de dialogar com o educacaomuseal.org?
Vamos testar a realização de cursos livres online? Bate-papos temáticos?
Dêem suas opiniões!

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<![CDATA[Acessibilidades: e agora, quem poderá nos defender?]]>Mon, 08 May 2017 18:16:44 GMThttp://educacaomuseal.org/iniacutecio/acessibilidades-e-agora-quem-podera-nos-defenderCom a licença de uma amiga, militante da causa das acessibilidades em museus, vou contar um causo que ilustra muito bem nossa atual situação, que costuma ser parte de sua brilhante fala sobre o tema.
Ela, a amiga, trabalha em um museu grande e importante, que tem algumas adaptações para receber pessoas com deficiência.
Certa vez, ela foi receber a visita de uma pessoa com deficiência, que igualmente luta pela causa das acessibilidades em museus.
Chegando lá, a pessoa com seu cão guia foi impedida, rudemente - é preciso dizer -, de entrar no museu. Apesar da lei permiti-la.
Foi necessário haver intervenções, constrangimentos e ainda assim o problema não foi resolvido.
Pois como minha amiga diz, não adianta termos rampas milimetricamente instaladas - ou não -, não adianta termos audio-descrição, áudio-guias, legendas em braile, intérpretes de Libras e tudo mais, quando não formamos os trabalhadores para saberem utilizar essas ferramentas.
É a tal da acessibilidade atitudinal. Cuja formação dos profissionais de museus no tema é muitas vezes colocada como responsabilidade dos setores educativos. Que muitas vezes não têm formação nenhuma em acessibilidades.
Abaixo trazemos um breve relato sobre como o tema aparece nos recentes debates da constituição de uma Política Nacional de Educação Museal, que teve um Grupo de Trabalho específico sobre ele.
A PNEM vai ser definida no próximo Encontro Nacional do Programa Nacional de Educação Museual, no 7° Fórum Nacional de Museus, nos dias 2 e 3 de junho de 2017, contando também com outros temas como gestão, profissionais de educação museal, formação, pesquisa, comunicação, sustentabilidade, redes e parcerias e museus e comunidades.



Em novembro de 2012 teve início, no Brasil, o Programa Nacional de Educação Museal (PNEM), que tem como objetivo criar uma Política Nacional de Educação Museal para servir de referência aos museus brasileiros. Tendo como metodologia a consulta pública e um processo participativo, o PNEM iniciou-se com a abertura de um fórum de debates virtuais, no seu blog, seguido de 23 Encontros Regionais e I Encontro Nacional, onde foram formulados e debatidos princípios, diretrizes, estratégias e ações para uma Política Nacional de Educação Museal. Para isso foram formados dez Grupos de Trabalho, entre eles, um com a temática da Acessibilidade. O Grupo de Trabalho sobre Acessibilidade discutiu diversos temas em 4 diretrizes, desenvolvidas em 14 estratégias e 28 ações propostas. Entre os temas tratados estão questões conceituais, legais e de políticas públicas, de formação, de práticas e da estrutura física dos museus. No debate conceitual, realizado também no Grupo de Trabalho sobre Perspectivas Conceituais, do Programa, destacamos o tema das acessibilidades atitudinal, social e física. Com relação às políticas públicas estão presentes propostas envolvendo a divulgação da legislação vigente, a realização de parcerias para formação e produção de material específico, como legendas e áudio guias. Com relação à formação se propõe a realização de formação nos locais de trabalho e de seminários nacionais e internacionais sobre o tema das acessibilidades e das pessoas com deficiência. São levantadas ainda propostas práticas de trabalho e parceria para realização de programas específicos e ações educativas no âmbito das múltiplas necessidades dos públicos. A ideia central, como se pode perceber, é tornar os museus acessíveis não só fisicamente, mas socialmente, culturalmente, economicamente e politicamente. Que sejam espaços democráticos na frequência e nas suas produções, respeitando a diversidade de necessidades existente entre os diferentes públicos dos museus, bem como partindo de uma ação que vem, em primeiro lugar, dos profissionais que atuam nos museus, que devem, portanto, ter acesso à formação adequada e condições físicas e estruturais nos seus locais de trabalho para melhor acolher o público alvo das políticas públicas de acessibilidades.

Veja mais sobre a Política Nacional de Educação Museal em pnem.museus.gov.br
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<![CDATA[Profissionalização do educador museal]]>Mon, 01 May 2017 23:17:19 GMThttp://educacaomuseal.org/iniacutecio/profissionalizacao-do-educador-musealVocê conhece o Projeto de Lei de Profissionalização do Educador Social?
A Associação dos Educadores e Educadoras Sociais do Estado de São Paulo acompanha a tramitação do PL 5346/2009 e do PL 328/2015, ambos dispondo sobre o mesmo assunto, a proposta da Profissionalização dos Educadores Sociais, sendo que o primeiro tramita na Câmara dos deputados e o segundo no Senado. Segundo a AEESSP são considerados educadores sociais:

  • Mestres Capoeira;
  • Griôs;
  • Redutor@s de Danos;
  • Lideranças comunitárias e de movimentos sociais;
  • Arte-educadores;
  • Agentes Culturais;
  • Educadores Populares;
  • Pesquisadores em temáticas afins...
  • Tod@s aquel@s que se identificam com esse compromisso com a transformação social que visa combater a exploração e opressão.

Podemos considerar que esta proposta atinge também os educadores museais, de instituições culturais e de memória, cujas funções se enquadram na descrição dada à profissão nos projetos a partir da definição do campo de atuação dos educadores sociais.

Há mais de uma década, educadores museais se reúnem em organizações, na maioria das vezes informais, para promover debates, formação, eventos e parcerias relacionadas às suas práticas profissionais. As redes de educadores em museus, já são cerca de 15, atuando nas 5 regiões do país e contribuem muito para a formação e consolidação do trabalho educativo em museus e instituições culturais e de memória.

Mas quando se trata dos debates acerca da profissão do educador museal e de sua profissionalização, ainda não conseguiram avançar.

Parece que agora o momento exige uma organização maior e um debate mais produtivo sobre a situação da profissão e seu lugar na sociedade.

Falta pouco de um mês para a realização do 7° Fórum Nacional de Museus, em Porto Alegre. Que tal começarmos um debate sobre a criação de uma Associação Brasileira de Educadores Museais, de Instituições Culturais e de Memória?


Fontes:
http://aeessp.org.br
http://aeessp.org.br/regulamentacao.htm
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=437196
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=661788
http://legis.senado.leg.br/sdleg-getter/documento?dm=582229&disposition=inline
http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/121529
http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2015/11/04/aprovada-pela-ccj-regulamentacao-da-profissao-de-educador-social
http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/05/17/regulamentacao-da-profissao-de-educador-social-e-aprovada-em-comissao
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1545701&filename=Parecer-CCJC-18-04-2017
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<![CDATA[Educação Museal e Museologia]]>Tue, 25 Apr 2017 00:00:00 GMThttp://educacaomuseal.org/iniacutecio/educacao-museal-e-museologiaBom dia, queridos colegas!

O post de hoje será uma provocação.
Não terá uma opinião (explícita, mas como dizem, para bom entendedor, meia palavra basta!), mas contará apenas com algumas informações, esperando que provoque um bom debate.

Pesquisando as matrizes curriculares dos 13 cursos de museologia em funcionamento no Brasil, que estão disponíveis na internet, acreditamos que é possível tentar identificar o lugar  que a Educação Museal ocupa nelas.

Seguem abaixo algumas informações*:

- 8 possuem disciplinas obrigatórias de educação
UFBA (2)

UFPE (1)
UFPel (1)
UFOP (1)

UFRB (2)
UFRGS (2)
UFS (5)

UFSC (2)

- 8 possuem disciplinas optativas de educação
UFBA (5)
UFPE (1)
UFMG (1)
UNB (6)

UNIRIO (1)
UFRB (2)
UFRGS (12) - algumas destas disciplinas são oferecidas fora do curso
UFS (5)

- 1 não possui disciplinas de educação
UFG (0)


- 1 não especifica na matriz curricular se a disciplina é obrigatória ou optativa
UFPA (1)


- 3 possuem apenas disciplinas obrigatórias
UFOP (1)
UFPel (1)

UFSC (2)

- 3 possuem apenas disciplina optativa
UFMG (1)
UNB (6)
UNIRIO (1)


Qual o lugar da Educação Museal na Museologia do Brasil?

*Para mais informações sobre os cursos e disciplinas aqui mencionados, consultar a página de referências, onde listamos os cursos de graduação em museologia e suas respectivas disciplinas relacionadas à educação, além de disponibilizarmos os links para as páginas das universidades.
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<![CDATA[O que é Educação Museal?]]>Tue, 18 Apr 2017 01:00:00 GMThttp://educacaomuseal.org/iniacutecio/o-que-e-educacao-musealNo ano em que se comemoram os 90 anos da institucionalização do primeiro setor educativo em museus, no Brasil, temos muito a comemorar e muito ainda a conquistar.
Nosso campo se fortalece com o desenvolvimento da museologia e dos museus, com suas políticas públicas, debate teórico e práticas cotidianas.
Mas o que é exatamente a Educação Museal?
Por que usar esse termo e não outro, como Educação Patrimonial, Educação em Museus, ou Educação para o Patrimônio?
São tantas as opções!
Bem, acreditamos que, assim como nós, as palavras, os termos e expressões, têm memória e têm história.
Cada um desses termos surgiu em um momento histórico, carregou uma motivação e um universo de significados.
Vamos falar de cada um deles, no momento oportuno.
Por agora, queremos suscitar o debate. Para você, qual o significado de "Educação Museal"?
Nós defendemos sua utilização acompanhada de um conjunto de significados que transformem a expressão, o termo, a ideia em um conceito.
Isso significa que a partir de então, "Educação Museal" passa a carregar uma concepção de mundo, uma forma de entender a educação e o contexto em que ela se insere.
Pensando, então, na Educação Museal como parte de um processo de formação humana integral (humm! mais um conceito com que vamos trabalhar futuramente, a Formação Integral), algumas características da ação educativa referenciada neste conceito são fundamentais.
A Educação Museal é um processo educativo, focado no indivíduo e sua interação com a sociedade, que valoriza suas formas de fazer e viver a cultura, a política, a história. O patrimônio musealizado é uma ferramenta neste processo, que é ao mesmo tempo de conscientização e construção coletiva de conhecimento e tem como um de seus objetivos o entendimento do que é a memória, a história e a necessidade de seu conhecimento e preservação.
No processo educativo museal, o bem musealizado, o objeto, perde sua sacralização e passa ser, inclusive, passível de repúdio e sua musealização de questionamento. Mas vejam bem! Isso não significa que estes objetos devam ser destruídos e sua importância na compreensão do fazer história seja minimizada.
Na dialética da vida, cabem também as contradições. O importante é compreendê-las e entender sua origem, sua permanência, ou a possibilidade de sua dissolução.
E para isso, um processo educativo museal precisa desenvolver no homem todas as suas aptidões, todo seu potencial. Para isso deve dar conta tanto do desenvolvimento intelectual, quanto do emocional, tanto das habilidades manuais, quanto daquelas cognitivas, promovendo uma forma de ler e conceber o mundo, em sua totalidade. Por isso, também, a Educação Museal é um processo que deve ser integral e integrado com outras formas de educação.
A Educação Museal vê no homem um ser político e pretende desenvolver sua capacidade de autogoverno e solidariedade.
Haveria muito mais a falar dessa proposta conceitual.
Mas não queremos acabar com as possibilidades logo no primeiro post.
E para você, o que é a Educação Museal?

​* E na semana que vem vamos falar sobre a relação Educação Museal-Museologia. Não percam!
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